Fala-se de uma coisa que é o Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, o registo anual do fluxo final de mercadorias e serviços.
Mas também temos de ter em conta o rendimento de materiais (throughput)
- o fluxo metabólico de materiais e energia úteis de fontes no sistema ambiental,
- para o subsistema económico (produção e consumo),
- e o seu retorno como desperdício ao sistema ambiental .
Mas o rendimento dos materiais é muito relevante para responder à questão de qual a dimensão da economia.
Nomeadamente qual a dimensão do fluxo metabólico económico relativo aos ciclos naturais?
São estes que regeneram os recursos materiais gastos pela economia e que absorvem o desperdício que esta produz, assim como asseguram muitos outros serviços naturais.
A resposta é que o subsistema económico é neste momento muito grande relativo ao ecossistema que o sustenta.
Que dimensão poderá ter a economia antes que sobrepasse e destrua o ecossistema a breve prazo?
Deveríamos parar o crescimento do rendimento de materiais (throughput) antes que o acréscimo de custos ambientais e sociais excedam os benefícios do aumento de produção.
O PIB não nos ajuda a descobrir este ponto, uma vez que é baseado na junção de custos e benefícios na "actividade económica" em vez de os comparar nas suas margens.
Existem muitas evidências que muitos países já passaram esta escala óptima, e entraram numa era de crescimento não-económico que acumula mal-estar mais rapidamente do que aumenta o bem-estar.
Uma vez que o crescimento se tona não-económico na sua margem começa a tornar-nos mais pobres, e não mais ricos. Portanto, não pode mais ser requerido como necessário para combater a pobreza. Faz com que seja ainda mais difícil combatê-la!
Herman E. Daly no prefácio de "Prosperity without growth" de Tim Jackson.
